12.4.15
A Visão Yogi da Respiração... num Piscar de Olhos
4.10.14
Jñana Ashtanga: os Oito Membros do Conhecimento*
O jñana ashtanga aqui referido é retirado do Vichara Sangraham. Tudo indica que esta seja a primeira obra alguma vez escrita por Sri Ramana Maharishi por volta de 1901 quando tinha apenas 22 anos. Nessa altura, vivia na gruta Virupaksha na montanha sagrada de Arunachala. 2.10.13
Yoga Vasistha
A história do encontro entre Vasistha
e Rama pode ser conhecida no Yoga Vasistha, também conhecido por Jnana Vasistham, um tratado onde podemos ‘beber’ dos seus
ensinamentos. O livro encontra-se dividido em seis secções: vairagya prakaranam (sobre o desapego), mumukshu prakaranam (sobre o comportamento do buscador), utpatti prakaranam (sobre a criação), sthiti prakaranam (sobre a existência), upasanti prakaranam (sobre a dissolução ou quietude) e nirvana prakaranam (sobre a libertação definitiva).
...Na cidade de Ayodhya, no norte da Índia, podemos visitar um bonito templo, o Vasistha Mandir, que representa o gurukula onde os príncipes viveram, estudaram e aprenderam com este grande mestre.
...As duas passagens seguintes também fazem parte da 6ª secção (nirvana prakaram). Os temas de reflexão (mananam) são o auto-conhecimento, o domínio da força vital (prana) e a causa da iluminação, já referidos por Vasistha directa ou indirectamente no diálogo anterior.
Tradução livre dos excertos,
Anatomia e Fisiologia:
15.3.13
Uma perspectiva pessoal sobre a Tradição do Yoga
26.10.10
Swamiji on Advaita Vedanta and Meditation
In 2004 I had the opportunity of going 5 months and alone to India for intense Yoga Sadhana.
I was blessed for participating in the Christmas Retreat in Shivananda Ashram where I met Swami Muktanandaji.
After that, I started to participate in the Satsangs, near the Ganga, in the Shivananda Yoga Hall. I had thirst for knowledge so I tried to take notes of swamiji's teachings but some how that "was not working out".
Then I simply decided not to take notes. I started to listen, I trusted and learned what is to be in silence. To my surprise after the satsangs, I remembered most of the teachings! So I started to meditate every day and taking notes after the Satsangs.
After compiling and reviewing those pearls of Advaita and real meditation, with swamiji's permission, I'm sharing these advaitic lectures with everyone.
The introduction is from www.savitari.com, and the photos were taken by the same author of the website. Thanks to Yasmin.
Gonçalo Correia, Porto (Portugal), 2010
Swami Muktananda ji
(Satsangs in Rishikesh)
Download Complete Satsang Notes
Waking, dreaming and deep sleep states of consciousness
In deep sleep, after deep sleep we wake up and feel happy, full of energy. But we don't know from were that energy comes. We are not aware, I mean, the mind don't know, the ego don't know. So, its other dimension of joy and happiness on wich the mind don't interfere, don't know. Hum... interesting.
(. . .)
Who is the "I am"?
In order to know who is the "I" we need to know the "I am". The wave looking to the other waves see them as waves. The wave can never become the ocean unless the wave is aware she is water, her essence is water. Ho… And the ocean is water. Gee...
The waves exist because of the ocean. The wave exists because of the water.
(. . .)
What you really Are is inseparable from Peace and Silence
When we rest in that inner peace which is silence inside, our thoughts became clear and there are no place for confusion and delusion in our mind. Bliss takes place. However, sometimes we can think that that bliss comes from the thoughts. In this sense we identify bliss with thoughts in our mind or sometimes with the experience on the sensorial level, the external world. Then, instead of resting inside we rest on the thoughts, on the sensorial experience. Sooner or later suffering and confusion comes, because thoughts come and go. The source of bliss, Bliss himself comes from inside, not outside. Inside to outside. Unless we cannot feel it, it's to difficult to live. When we feel it everything becomes clear.
(. . .)
Swamiji sayings Truth and Life
"Beyond the world of names and forms there is God. God using a mask, this universe."
"Love, true love is Advaita"
"That which creates time is that light of Truth believing in the world of images."
7.10.10
Para o bem de todos os seres
.
O conhecimento (jñana) sobre a natureza da nossa relação com o Ser Supremo é exposto em diferentes escrituras, desde as Upanishads aos Puranas entre outros shastras e textos védicos. As Upanishads são denominadas de shruti, ou "aquilo que é ouvido" ou revelado enquanto que os Puranas são denominados de smriti, que significa "aquilo que é lembrado" depois de ser ouvido, memorizado. Porém, este não é um tipo de conhecimento qualquer, cujo objectivo serve unicamente a satisfação e o entretenimento intelectual sobre um ou vários temas. Ao contrário, fala sobre aquilo que é Eterno e Imutável em nós e no Universo, da nossa Essência, para que cada um de nós, cada ser (jiva), possa relembrar a dimensão real de si mesmo. Por isso considera-se que as escrituras são também intemporais e idênticas ao que declaram.Desse modo ensina-nos a viver melhor, a entender o nosso propósito neste mundo, relação com os outros e com a lei natural das coisas. Perceber a natureza daquilo que buscamos, o que buscamos e para onde nos leva essa busca, dá-nos a clareza necessária para vivermos mais tranquilos e sermos felizes nesta vida, agora mesmo. Não será isto a libertação dos condicionamentos, o fim das aflições pelas quais o ser humano padece embora não signifique que deixemos de encontrar obstáculos na nossa vida?
Voltando ao ensinamento, verificamos que distintas tradições seguem diferentes shastras, ou então, possuem outras tantas interpretações dos mesmos textos sagrados, conforme a vivência da Realidade que têm. No entanto, se estivermos disponíveis para o estudo e reflexão, identificamos muito em comum: "a unidade na aparente diversidade". Senão vejamos o 1º, 4º e 5º verso da Ishopanishad e o passatempo (lila) de Krishna (Bhágavata Purana) em que o menino se deixa amarrar por sua mãe Yasoda.
Na Ishopanishad é referido que "O Ser Infinito está presente nos corações de todos. / O Ser Infinito é a suprema realidade. / Regozijemo-nos nele através da renúncia. / Não cobiçes nada, pois tudo ao Ser pertence. 1/ (...) O Ser é uno. Sempre imóvel/ o Ser é mais veloz que o pensamento/ mais veloz que os sentidos. / Embora imóvel, ele alcança qualquer objectivo. /Sem o Ser, a vida não poderia existir. 4/ O Ser parece mover-se, mas está sempre quieto. / Parece estar longe, mas está sempre perto. / Está em tudo, e tudo transcende. 5"
Certa vez a mãe Yasoda, insatisfeita com o comportamento do menino Krishna, avisou-o que se
ele continuasse assim, o castigaria. Foi então que pegou numa corda para amarrá-lo, mas cada vez que chegava o momento de amarrar a corda, esta parecia que estava menor. Então ela pegava outra corda e amarrava à outra e tentava de novo, sem que conseguisse seu objectivo porque a corda parecia sempre insuficiente. Ela continuou a tentar várias vezes emendando corda por corda e nunca chegava ao comprimento necessário para que o pudesse amarrar... até que ficou muito cansada. Krishna vendo sua mãe tão cansada se compadeceu e deixou-se amarrar e Yasoda, mais tranquila, pôde voltar aos seus afazeres diários. Dessa forma, Krishna demonstrou Sua Potência Ilimitada!O Ser nunca pode ser alcançado através do pensamento ou dos sentidos. Quantas meditações saíram frustradas por considerarmos que o Ser é algo separado de nós mesmos, que a mente precisa de obter, aprisionar ou "amarrar" como a mãe Yasoda tentava fazer com Krishna. Embora pareça mover-se, o Ser é uno e sempre imóvel. O Ser parece estar longe mas está sempre perto, está em tudo e tudo transcende. Sem que fosse oferecida qualquer resistência, Yasoda era incapaz de amarrar Krishna simplesmente porque a corda nunca tinha o comprimento necessário. A corda simboliza os três gunas (sattva, rajas e tamas), as qualidades da Natureza (Prakriti) responsáveis pela manifestação do Universo e de tudo o que existe nele. O cansaço de Yasoda, simboliza a entrega total ao Ser Infinito, Krishna, que está presente nos corações de todos, regozijemo-nos nele através da renúncia.
Este exemplo, entre outros (infinitos!), demonstra que os ensinamentos são acessíveis, disponíveis e existem para o bem de todos seres! Desejo-vos boas leituras.
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- Isha Upanishad
- Krishna lila (Bhagavat Purana)
- Sobre os três gunas recomendamos ler a Bhagavad Gita e os satsangas sobre o estudo (mp3)
6.6.10
14.2.10
Astavakrásana
As oito(asta) deformações ou curvas(vakra) encontram-se nos pulsos, cotovelos, ancas e tornozelos.
Certo dia Kahoda, provocou uma disputa polémica com Vandin, um estudioso versado na ciência da argumentação do Tribunal de Mithila e a derrota lamentávelmente levou à sua morte por afogamento.
Entretanto Astávakra cresceu e com apenas doze anos de idade já era um conhecedor profundo dos Vedas e do Vedanta.
Um dia soube que o rei Janaka iria realizar um grande sacrifício (yajña), reunindo também muitos estudiosos. Astávakra deciciu então partir para Mithila juntamente com o seu tio Svetaketu. Acontece que ao dirigirem-se para o local do encontro, depararam-se com o rei e a sua comitiva. "Saiam da frente, abram alas para o rei passar!" gritaram os assistentes do rei. Mas Astávakra em vez de se afastar respondeu-lhes:" até mesmo o rei, se é realmente um homem justo, tem de deixar passar os cegos, os deformados, pessoas que transportam cargas, as mulheres e os Bráhmanas versados nos Vedas. É esta a regra imposta pelas escrituras." O rei surpreendido pelas palavras sábias. aceitou os argumentos do menino bráhmana e desviou-se declarando à sua comitiva: "É certo que fogo é fogo independentemente de ser pequeno ou grande porque em ambos existe o poder de queimar." Astávakra e Svetaketu dirigiram-se ao salão e local do sacrifício, mas o porteiro impediu-os de entrar. "Os meninos não podem entrar! Apenas os homens de idade que aprenderam os Vedas estão permitidos de entrar." disse o porteiro. O menino respondeu: "Os cabelos brancos não demonstram a maturidade da alma. O homem realmente maduro é aquele que aprendeu os Vedas e Vedangas, domina e conhece a sua essência. Estou aqui para conhecer o Pandit do Tribunal, Vandin. Peço por favor, que informe o rei Janaka do meu desejo. " Naquele momento, Janaka já ia ao seu encontro e reconheceu fácilmente o menino que tinha encontrado anteriormente. Foi então que o rei perguntou:" Sabias que o Pandit Vandin já derrotou muitos grandes sábios no passado, fazendo com que estes fossem lançados no oceano? Isso não te impede de seguir em frente nesta perigosa aventura?" Astávakra respondeu:"O eminente estudioso Vandin tornou-se arrogante e vaidoso com vitórias fáceis sobre homens de bem mas que não eram estudiosos reais. Eu vim aqui para restituir a dívida do meu pai, derrotado por rste homem, como o ouvi pela minha mãe. Não me restam dúvidas de como vencerei Vandin!" No final do debate, a Assembleia declarou por unanimidade a vitória de Astávakra e a derrota de Vandin, o Pandit do Tribunal de Mithila, que se afogou ele próprio no oceano, dirigindo-se à morada de Varuna. Após esta vitória, Astávakra foi abençoado pelo pai e as deformações desapareceram definitivamente do seu corpo. E foi assim que o espírito de Kahoda alcançou a paz e alegria.
O autor do épico nos instrui através das seguintes palavras colocadas na boca de Kahoda: "um filho não precisa ser como o pai. Um pai que é fraco fisicamente pode ter um filho muito forte e um pai ignorante pode ter um filho sábio. É errado avaliar a grandeza de um homem pela sua aparência física ou idade. As aparências externas são enganadoras." Isto também mostra que o inculto Kahoda não era desprovido de senso comum.
Mais detalhes sobre Astávakra no Mahabhárata, Vanaparva cap. CXXXII-CXXXIV
www.mahabharataonline.com
3.12.09
5.10.09
30.9.09
A meditação de Rávana, Vibhísana e Kumbhakarana
Os três irm
ãos, Rávana, Kumbhakarana e Vibhísana, com diferentes objectivos na vida, decidiram dedicar-se à meditação. A meditação de Kumbhakarana que era tamásica e inerte em sua natureza, tornou-o preguiçoso e apático; embora tivesse um corpo forte, o seu interior permaneceu vazio. A meditação de Rávana era rajásica, cheia de ambições sensuais e intelectuais. A meditação de Vibhísana possuía as qualidades do guna sattva; plena firmeza física, clareza emocional e sabedoria intelectual, simultaneamente a sua intenção era genuína e a entrega total.Podemos aprender muito a partir da meditação destes três irmãos: de Rávana e Khumbakarana aprendemos a sublimar o ego, rejeitando tanto a preguiça como a cobiça e ambição desmedida; de Vibhisana a cultivar a humildade, virtuosismo e a nos rendermos a Paramátma, como a mais elevada qualidade de dhyána. Somente através de dhyána, o ritmo que representa a ordem interna para a paz pode ser estabelecido.
Hoje em dia muitas pessoas começam a medita, mas elas acabam ficando no estato inerte de vazio de Kumbhakarana, ou tornam-se egoístas e cheias de o
rgulho intelectual como Rávana. Mas Vibhísana nunca declarou a sua devoção ou a meditação. Ele é a personificação de bhakti e dhyána. Ele entregou-se completamente a Sri Rama, desistindo de todas as amarras. Ele é um exemplo para nós aspirarmos pela meditação.Estou confiante de que o Yoga enquanto disciplina desempenha um papel importante para aqueles que constroem a paz e alegria, não só em si mesmos, mas também para a sociedade. Sendo um deles, é meu dever continuar, pelo menos com os meus alunos, a manifestar o que é a paz interior.
Este texto foi extraído e traduzido por Gonçalo Correia a partir do inglês do volume 4 do Astadala Yogamala (conheça a revista clicando aqui).
Para saber mais:
- sobre os três irmãos, Rávana, Kumbhakarana e Vibhísana recomendamos a leitura do Rámáyana; - sobre os gunas (tamas, rajas e sattva), dhyána, bhakti e Paramátma leia a Bhagavad Gita e escute em formato mp3 o estudo da Bhagavad Gita no site dharmabindu.
Hari Om Tat Sat









